terça-feira, 22 de maio de 2012

Eles preferem as castas às emancipadas

Apesar da evolução dos tempos, homens ainda diferenciam mulheres para se divertir e mulheres para casar. E essa diferença existe em uma proporção significativa. “Há sequelas de uma sociedade patriarcal e muitos valores perduram”, afirma o psicólogo Thiago de Almeida, especializado no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso. Para a antropóloga Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), isso ocorre porque os valores demoram muito a mudar, apesar dos comportamentos serem alterados mais rapidamente. “Há uma valorização do marido, que em nossa cultura é visto como um capital", diz Mirian. "Isso faz com que o comportamento sexual feminino seja muito controlado socialmente. Ou seja, a honra masculina ainda está vinculada ao controle do comportamento sexual de suas mulheres”.
O terapeuta Sergio Savian diz que boa parte das mulheres ainda leva em consideração o que os homens pensam delas. “Elas estão preocupadas com o que todos pensam. Aprenderam com suas mães e avós que não podem ser fáceis. Também não querem ser alvo de fofocas maldosas”, diz Savian. Para Mirian, tudo isso é reflexo de uma cultura religiosa. “A família é vista como alicerce da vida social. Observei que em culturas mais individualistas como na Alemanha e na Suécia, por exemplo, essa desigualdade de gênero não é tão forte”, diz a antropóloga. 
Sociedade de valores antigos
Por conta desse pudor, as mulheres omitem que tiveram muitos parceiros, mentem sobre o próprio desejo, fingem ter orgasmos. Para o psicólogo Thiago de Almeida, esse é um processo natural que reflete o quanto a sociedade ainda está enraizada aos valores antigos. “Mulheres costumam dizer que tiveram menos homens. Se tiveram dez relacionamentos, falam que tiveram apenas cinco. Já os homens, se tiveram três, afirmam ter tido dez”, diz Almeida.

Mulheres e homens têm a mesma liberdade sexual?

Isso pode ser consequência do ciúme que os homens têm do passado de suas companheiras. Eles frequentemente querem saber com quantos homens elas se relacionaram e o que fizeram com eles. “Por inúmeros motivos e, dentre eles, uma descomunal insegurança masculina, eles infernizam a vida de suas parceiras”, afirma o terapeuta Sergio Savian.
Transar no primeiro encontro
Para a sexóloga Laura Muller, cada um pode viver a prática sexual como preferir, mesmo em um país conservador. “Se essa mulher conheceu um cara que vai julgá-la por ter transado no primeiro encontro, talvez seja importante avaliar se ele realmente combina com seu jeito de ser”, diz Laura. “Quando o assunto é sexualidade, não há regras. O importante é ter respeito". 
Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, o homem fica mais romântico e usa artifícios que podem mascarar sua personalidade na hora de conquistar uma mulher. “Ele pode se mostrar mais moderninho logo de cara, mas depois não leva adiante aquele relacionamento por puro preconceito”, diz. Para Almeida, a mulher que busca sexo casual deve ter isso bem definido em sua cabeça para não criar expectativas, enquanto os homens precisam começar a entender que apenas o tempo mostra os reais atributos de cada pessoa. "Hoje, a principal arma feminina é saber conduzir esse tipo de situação de forma a contemplar sua própria expectativa. E agir de forma equilibrada pode ser a forma mais correta para evitar frustrações”, afirma Almeida.
Igualdade longe de ser alcançada
Para o terapeuta Sergio Savian, a moral está tão incorporada em nossa sociedade que muitas mulheres não sabem estabelecer a diferença do que realmente querem daquilo que foi imposto. A antropóloga Mirian Goldenberg acredita que, mesmo com a maior independência das mulheres, elas ainda preferem fingir que são "comportadas" para não perder o namorado ou não assustarem o pretendente. “Elas ainda se comportam de forma submissa e passiva ou se mostram mais comportadas sexualmente do que realmente são”, afirma Mirian. “A liberdade e a igualdade femininas ainda estão longe de serem alcançadas”. Para a antropóloga, é necessário fazer uma revolução cotidiana. “Enfrentar os preconceitos, os olhares de acusação e as opiniões dos outros”, diz. Para ela, quanto mais mulheres se comportarem com liberdade, mais outras terão coragem de viver os seus desejos. 

domingo, 20 de maio de 2012

AFETO E SEXO DEVEM ANDAR JUNTOS

Uma estudante de 13 anos afirma que ela e uma amiga de 15 anos foram estupradas por sete garotos, todos menores de idade, na região do Parque Tietê, na Zona Norte de São Paulo. Segundo a garota de 13 anos, entre os meninos estava um ex-namorado, de 15 anos, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

O crime aconteceu no dia 4 de maio. Entretanto, a mãe da estudante só ficou sabendo do ocorrido no dia 11, quando procurou a polícia. O caso foi registrado no 72º DP, na Vila Penteado.

Segundo a garota de 13 anos contou à polícia, ela e a amiga estavam na Rua Sílvio Bueno Peruche quando o ex-namorado chegou num carro com outros dois adolescentes. O trio puxou as duas para dentro do veículo e deram algo para elas beberem. Elas afirmam que ficaram zonzas e foram levadas para uma casa desconhecida. No local havia outros quatro garotos.

Um dos meninos levou a amiga da estudante para um dos quartos e começou a torturá-la, segundo o relato da garota que consta no boletim de ocorrência. Em seguida, a amiga foi abusada sexualmente - um dos adolescentes gravou tudo com uma câmera.
A estudante afirma ainda que transou com seu ex, por insistência dele, mas disse ao adolescente que não ficaria com os outros garotos. Instantes depois, ela teria sido estuprada pelo grupo.
Após serem abusadas, as meninas foram deixadas em uma quadra de futebol do Parque Tietê. A estudante de 13 anos afirma que não contou nada à mãe por vergonha. O caso só veio à tona porque ela foi ameaçada por outros cinco estudantes na escola. Eles a chantagearam, dizendo que exibiria o vídeo do estupro no colégio caso ela não transasse com eles.
A garota contou à polícia que sua amiga que também teria sido violentada se mudou com a família para o Pará. A estudante de 13 anos foi encaminhada para exame de corpo de delito. O caso foi comunicado à Vara da Infância e Juventude, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
http://www.vooz.com.br/noticias/garota-afirma-ter-sido-estuprada-pelo-ex-e-outros-6-adolescentes-89564.html

As meninas ainda precisam e muito tomar cuidado com as amizades masculinas. Se o ex namorado da menina de 13 anos fosse uma pessoa boa, a respeitaria e não teria feito o que fez, deixando-a ser violentada pelos colegas. A violência sexual contra a mulher ainda prevalece. Transar apenas com afeto ainda é uma boa opção. E não há motivos de está esperimentando fazer sexo grupal na adolescência. Um momento pode acontecer uma barbaridade destas.

sábado, 19 de maio de 2012

Esse corpo tem um recheio

Colocamos ao lado um linck  sobre cuidados com recém nascidos, Meu Bebê. Esta bonequinha da foto se chama Lourdes Maria e já tem mais de um ano. Filha planejada, é muito amada por toda a família.
Na E. M. Barjas Negri temos duas adolescentes grávidas. A escola está grávida, em suspensão. Esperamos que as meninas, ambas do nono ano, concluam o ensino fundamental e criem mesmo seus futuros bebês. O fato adiantou ações planejadas para o segundo semestre: acontece dia 24 de maio uma oficina sobre afetividade e sexualiade do adolescente facilitada pelo curso de Enfermagem da UFPI, sob orientação da querida amiga professora Olívia Dias.
A idéia é trabalharmos com a metodologia dos multiplicadores de informações, do adolescente protagonista, esperamos formar uma Turminha da Prevenção. Tem sido dificil a sutileza de ser o "adulto de referência", manter um nível de comunicação, confiança mútua e ao mesmo tempo representar o controle, a regra, a educadora de valores. Desafio.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CUIDADOS EM SAÚDE MENTAL INFANTIL 02

A Gerência de Saúde Mental do Estado promove de 03 a 05 de agosto mais um evento relacionado a álcool e outras drogas. Quem acompanha a movimentação sobre esta temática, sabe que já houve em Teresina somente este ano vários eventos, entre seminários, cursos e passeatas. Infelizmente, a politica de saúde mental no Piaui está centrada na questão da dependência química, os loucos "genuinos" são agora pacientes de "terceira classe". E quando se fala em saúde mental infantil então nem sei a classificação.
Hoje começa o período letivo na escolas públicas municipais e estaduais, onde encontram-se números significativos de crianças que parecem acometidas de transtornos mentais. Apresentam comportamentos bizarros, tem dificuldades de aprendizagem por conta da pouca ou nenhuma concentração. Não são diagnosticadas. A escola e a familia não sabem o que fazerem literalmente.
Como já postamos aqui, o Ninho vem fazendo uma campanha de sensibilização para a questão. Acreditamos que crianças precocemente diagnosticadas e que recebam reabilitação psicossocial de qualidade, terão uma adolescência e vida adulta mais produtiva, com menos probalidades de crises agudas que levam a internação integral em hospitais psiquiátricos. Lutamos pela concretização do que foi discutido e aprovado em propostas nas conferências de saúde mental intersetoriais de 2010, que as politicas de educação, assistência social e saúde estejam em trabalho conjunto na assistência a essas crianças que pululam nas nossas escolas.
Colocamos como proposta na Conferência Municipal de Assistência Social que os CRAS e CREAS atendessem continuadamente familias que tem criança com transtornos mentais, desde que notificados pela escola, porque é a professora/ professor que percebe a crise da criança, suas limitações cognitivas, às vezes até o delírio. A criança tem determinada patologia mental, está estável até que algo acontece em casa, pais brigam, a casa cai, um dos pais é preso, etc. Essa criança descompensa, tem a crise. Suprimido o fator estressor externo e o uso da medicação e outras terapêuticas que devem ser ofertadas pelo CAPS i, ela volta a estabilizar. A proposta passou com dificuldade e um tanto esvaziada da intenção principal que é o acompanhamento sistemático destas familias que com certeza depois de um mapeamento po zonas da cidade não dará muitas por território que um CRAS/CREAS não possam cobrir.
Quanto a saúde, infelizmente só temos um CAPS i estadual que não atende a demanda sequer da capital porque não cumpre o papel vocacional de um CAPS, que é de promover ações em rede na comunidade. Saberm nem o que isso. Mãe pobre e desinformada se aparecer para pegar o saco de cabarmazepina e sumir com a criança por noventa dias, tanto faz. Não se sabe do rendimento dessa criança na escola, da relação interpessoal dele com a comunidade escolar, etc. Não existe projeto terapêutico singular e muito menos técnicos de referência e o pior é que trabalhadores da instituição defendem o modelo com unhas e dentes, e só reclamam da falta de estrutura, de pessoal, de um carro próprio, da dependência do HAA. Não vem para luta, não promovem foruns ou seminários sobre questões prementes como o atendimento ao autismo, educação inclusiva, reabilitação precoce, etc.
Depois da participação na conferência de assistência social, estivemos com a coordenadora de educação inclusiva do município que nos disse que a prefeitura só trabalha com crianças deficientes mentais. Mais uma vez as crianças psicóticas são invisíveis. Depois de muitas argumentações conseguimos que esta percebesse que as psicoses infantis, mesmo não diagnosticadas, estão entre os Transtornos globais do desenvolvimento, que consta em seus procedimentos. Concluiu-se que até o final daquela semana, a divisão faria um oficio para SEMTCAS e GSAM/SESAPI solicitando o acompanhamento destas crianças já mapeadas por escola. As responsáveis por este procedimento entraram de férias e nada foi feito. Vamos continuar provocando neste semestre. Um sinal positivo, é que uma assistente social do CAPS i garantiu-me que o CAPS i irá a escola municipal 15 de outubro, acompanhar vários casos notificados pela escola.
O segundo round é no Ministério Público, continuamos exigindo que se cumpra o pactuado no TAC de 2010, a retirada do CAPS i de dentro e ou das proximidades do HAA. Bom mesmo era se houvesse a municipalização deste importante espaço, que a prefeitura abrisse no mínimo dois CAPS i, um na zona sudeste e outro na zona sul, instalados nas grandes periferias. Esse CAPS i do HAA poderia  atender centro e zona norte. Sonhar é grátis. Delirar não é tão ruim!!!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Efeitos e Consequências do Álcool
O principal agente do álcool é o etanol (álcool etílico). O consumo do álcool é antigo, bebidas como vinho e cerveja possuíam conteúdo alcoólico baixo, uma vez que passavam pelo processo de fermentação. Outros tipos de bebidas alcoólicas apareceram depois, com o processo de destilação.
Apesar de o álcool possuir grande aceitação social e seu consumo ser estimulado pela sociedade, este é uma droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência e mudança no comportamento.
Quando consumido em excesso, o álcool é visto como um problema de saúde, pois este excesso está inteiramente ligado a acidentes de trânsito, violência e alcoolismo (quadro de dependência).
Os efeitos do álcool são percebidos em dois períodos, um que estimula e outro que deprime. No primeiro período pode ocorrer euforia e desinibição. Já no segundo momento ocorre descontrole, falta de coordenação motora e sono. Os efeitos agudos do consumo do álcool são sentidos em órgãos como o fígado, coração, vasos e estômago.
Em caso de suspensão do consumo, pode ocorrer também a síndrome da abstinência, caracterizada por confusão mental, visões, ansiedade, tremores e convulsões.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Nunca sabemos a última vez que veremos um amigo sorrir, que poderemos abraça-lo... indicar a leitura de um livro. Este é Renê, aluno do Fontes Ibiapina, paciente renal crônico, por conta de complicações em um de seus tratamentos nos deixou. A nossa foi uma amizade breve. Estava lendo da biblioteca, O ABC do mundo árabe.
Engraçado, bem humorado. Deixou saudades.

terça-feira, 31 de maio de 2011